Aulas II/2017

Introdução à filosofia - Ciências sociais (DCG)
Ciência Política - Administração

Análise de Conjuntura Política

15/08/2018 atualizado às 11:30
Reuters


Abriu-se a caixa de Pandora: o ódio ressurgiu
Os estudos in loco de Alexis de Tocqueville entre 1831 e 1832 já alertavam sobre o caráter nefasto da escravidão nos Estado Unidos. A escravidão segundo ele, é "um dos males responsáveis por desonrar o trabalho, introduzir a ociosidade na sociedade e, com isso, a própria ignorância e o orgulho, além da pobreza e o luxo. Ela debilita as forças da inteligência e entorpece a atividade humana". Além do mais, escravidão deixaria, "como uma chaga, um sinal indelével sobre o futuro da democracia norte-americana, mesmo quando os negros fossem libertados das correntes e declarados cidadãos".

Esta chaga parece ter sido aberta novamente com o avanço dos os supremacistas brancos na revolta de Charlottesville, Virgínia. O confronto deixou uma vítima quando James Alex Fields, 20 anos, atropelou outras 19 pessoas que marchavam contra os extremistas. A de intolerância provém de movimentos racistas e neonazistas da extrema direita formado por homens brancos saíram às ruas com suas tochas acesas, recordando os tempos sombrios do Ku Klux Klan (KKK - grupo que assassinou, linchou e enforcou negros nos EUA), com o objetivo de protestar contra gays, muçulmanos, negros, hispânicos, mulheres e judeus. Tal movimento é apenas mais um dos mais de 400 incidentes de ódio do recente governo de Donald Trump. Importante lembrar que Trump se elegeu sob o lema de "Tornar os Estados Unidos grandes de novo", com um discurso de ódio a favor do xenofobismo, do racismo e da intolerância contra as minorias. A intolerância do próprio Trump e de seu governo legitima de alguma forma as ações dos extremistas.

Após o fato, Trump apenas tuitou convidando os americanos a rejeitar o ódio e a violência. Depois veio a público em rede nacional afirmando que "o ódio e a divisão devem terminar agora. Devemos nos unir como americanos, no amor da nossa nação, através do afeto uns pelos outros". No entanto, a evidente neutralidade de Trump gerou uma nova onda de protestos que obrigou Trump a se manifestar de forma mais incisiva contra os extremistas: "O racismo é o mal... E aqueles que provocaram a violência em seu nome são criminosos e bandidos...".

O que parece as manifestações de Trump não surgiram efeitos, pois, o presidente tem enfrentado ondes de protestos pelos opositores. É inacreditável que "supremacistas brancos, os nazistas, os antissemitas se sentem legitimados pelo nosso presidente", dizia uma manifestante.


11/08/2017 atualizado às 11:40

Reforma Política: distritão e financiamento público

Dejalma Cremonese*

Temos no momento, mais uma discussão da tão famigerada Reforma Política. Lembro que, no mínimo, este debate alcança mais de 20 anos. No entanto, durante este período não tivemos avanços substanciais. Agora entra em pauta na Comissão Especial da Câmara o chamado distritão e o “financiamento público de campanha” de antemão descartada pela opinião pública.

Entre as principais propostas do distritão teremos o fim do voto em legenda dada aos partidos e extingue-se também o quociente eleitoral: por exemplo, um candidato puxador de votos (Tiririca) não elegeria outros candidatos de seu partido. A eleição para deputados não será mais proporcional, mas majoritária, ou seja, os mais votados em cada distritos ou município seriam eleitos, independentemente dos resultados de seus partidos. Dessa forma seriam perdidos todos os votos dos candidatos não eleitos. A partir da implantação desse modelo diz o especialista Jairo Nicolau: “não haverá suplência partidária, os partidos serão fragilizados e aumentará a personalização dos candidatos”. Esse modelo favorecerá os candidatos que tiverem mais popularidade ou recursos para bancar a campanha. Em tese teremos mais cantores, líderes religiosos, apresentadores de telejornais, jogadores de futebol na política. Esta proposta também ajudará a reeleição dos políticos tradicionais impedindo a renovação nos cargos públicos. Tal proposta impulsionará o personalismo político bem como o enfraquecimento dos partidos. Para ter uma ideia, os países que utilizam o distritão são o Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Pitcairn. Não é preciso dizer mais nada.

Outro ponto polêmico da proposta diz respeito a criação de um fundo de Financiamento Público de Campanha. Este fundo vai gerar aproximadamente R$ 3,6 bilhões para os partidos. Com os recursos das empresas minguaram, também assustados pela operação “Lava Jato”, os deputados estão tentando outras maneiras de obter recursos para suas campanhas, claro, agora às custas do povo. A votação de emendas, no entanto, pode alterar pontos da reforma, que ainda passará também pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado.

Uma autêntica reforma política virá com um debate amplo de todos os segmentos da sociedade. Para isso é preciso mobilizar a opinião pública, em companhia de instituições sociais comprometidas com o bom andamento e a consolidação de nossa frágil democracia. Reforma política feita apenas por políticos é engodo e casuísmo, afinal, ninguém constrói uma chibata que venha apanhar logo a frente.

Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSM


03/08/2017 atualizado às 10:16

Temer: e a vitória de Pirro

Dejalma Cremonese*

E o Congresso Nacional voltou a demonstrar a vergonha que sente o brasileiro de seus deputados. Assistimos novamente um show de horrores e bizarrices com xingamentos, empurra-empurra, sem contar com a excentricidade e o triste protagonismo do deputado Wladimir Costa, do Solidariedade, o mesmo que tatuou o nome do presidente Temer no embro esquerdo, ao votar ele afirmou: “Abaixo o Datafolha, abaixo o Ibope! Temer é um homem decente, preparado, honesto! Meu voto é sim!”

Anomalias e idiotices pessoais a parte, o resultado é que a oposição não conseguiu os 342 votos necessários para encaminhar o processo contra Michel Temer. A oposição só conseguiu 227 votos, contra os 263 votos dos deputados da base governista, uma diferença de 36 votos pró-Temer. No total 492 deputados votaram, 02 se abstiveram e 19 não compareceram. Sendo assim, a maioria dos deputados rejeitaram a denúncia contra Temer por corrupção passiva apresentada pela PRG - Procuradoria Geral da república.

Pode-se dizer que a vitória de Temer foi uma "vitória de Pirro" que significa, uma vitória a um alto custo/preço. Assim como Pirro que venceu a guerra mas perdeu boa parte de seu exército, Temer venceu a um custo econômico, político e moral altíssimo frente à sociedade. Foram milhões gastos na compra de deputados com a liberação de emendas e de cargos para os parlamentares, barganhas, ministros dispensados para votar, tudo para se manter no poder. Com esses votos (264) o governo Temer terá dificuldades na aprovação da reforma da previdência - considerada a galinha dos ovos de ouro pelo mercado. Difícil Temer alcançar 308 votos para tocar adiante qualquer tipo de reforma.

Sim, Temer venceu no Congresso. Conseguiu arquivar a denúncia da PGR por corrupção passiva, mas terá dificuldades em reorganizar sua base governista. Deve aparar aresta dentro do seu próprio partido, o PMDB: foram seis deputados que votaram contra ele. O mesmo aconteceu com os demais partidos da base do governo: DEM, também seis deputados votaram contra Temer. O PSDB liberou seus deputados sendo que 21 votaram contra Temer. Votaram de forma unânime contra Temer os partidos da oposição: PCdoB, PSOL, PT e Rede, no PDT apenas um deputado foi favorável a Temer. Da mesma forma o PPS, partido do ministro Jugman, nove deputados votaram contra Temer.

A pergunta que fica é se Temer sobreviverá a novas acusações provindas das delações premiadas do doleiro Lúcio Funaro, apontado como um dos principais operadores do PMDB, do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e dos próprios irmãos Batista da JBS. É a espada de Dâmocles que paira sobre a cabeça de Temer.

*Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSM
e-mail: dcremoisp@yahoo.com.br
Site: www.capitalsocialsul.com.br

A maioria dos deputados gaúchos dizem NÃO ao Relatório que livraria Temer
Dos parlamentares gaúchos, 17 deputados se manifestaram contra Michel temer e 11 a favor. Foi registrada a ausência do deputado Giovani Cherini. Veja como votaram os nossos deputados: (que os eleitores não esqueçam desses nomes ano que vem, ano de eleições).

VOTO NÃO ao parecer do deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que era favorável ao arquivamento.

Afonso Hamm (PP) – NÃO
Afonso Motta (PDT) – NÃO
Elvino Bohn Gass (PT) – NÃO
Carlos Gomes (PRB) – NÃO
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) – NÃO
Dionilso Marcon (PT) – NÃO
Heitor Schuch (PSB) – NÃO
Henrique Fontana (PT) – NÃO
Jerônimo Goergen (PP) – NÃO
João Derly (REDE) – NÃO
Jose Stédile (PSB) – NÃO
Luis Carlos Heinze (PP) – NÃO
Marco Maia (PT) – NÃO
Maria do Rosário (PT) – NÃO
Onyx Lorenzoni (DEM) – NÃO
Paulo Pimenta (PT) – NÃO
Pepe Vargas (PT) – NÃO
Pompeo de Mattos (PDT) – NÃO

SIM (pelo arquivamento da denúncia)

Alceu Moreira (PMDB) – SIM
Cajar Nardes (PR) – SIM
Darcísio Perondi (PMDB) – SIM
José Fogaça (PMDB) – SIM
José Otávio Germano (PP) – SIM
Mauro Pereira (PMDB) – SIM
Osmar Terra (PMDB) – SIM
Renato Molling (PP) – SIM
Ronaldo Nogueira (PTB) – SIM
Sérgio Moraes (PTB) – SIM
Yeda Crusius (PSDB) – SIM

18 a 25/07/2017
Governo Temer continua
Conseguiu avançar nas reformas, principalmente a trabalhista, fez o que tinha que fazer, segundo as normas do mercado, ruím para o trabalhador. Se continuar no cargo, mais reformas virão aí.

Governo comprou deputados
Para se safar das denúncias, Temer cortou milhões da PF, do Bolsa Família, da casa própria e "investiu"15 bi para comprar deputados. Um tapa na cara da sociedade que acompanha a tudo anestesiados.

Lula condenado fora em 2018
Se Lula for condenado em Segunda instância ficará fora das eleições em 2018. O petista aparece a frente na disputa eleitoral com 30% dos votos. Em segundo lugar aparece Bolsonaro um representando da direita conservadora. Marina se coloca novamente na disputa, no entanto, Marisa só aparece em tempos de eleições, seu nome ficou marcado negativamente ao apoiar Aécio Neves no segundo turno das eleições passadas. Por falar em Aécio, o homem que teve mais de 51 milhões de votos viu seu prestígio cair por terra depois de ter sido flagrado em escutas telefônicas com o empresário Wesley Batista, está fora do páreo.

Análise de 10 a 17/07/2017 ler>>

 

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Extensão: análises, entrevistas e palestras
A Paidéia Grega:
1. Vídeo parte I
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Felicidade: argumentos a partir da filosofia
1. A eudaimonia grega. assista>>
2. Felicidade é algo constante. assista>>
3. Desapego aos bens materiais. assista>>
4. Viver a frugalidade. assista>>

Voto em lista fechada - para salvar políticos da "Lava Jato" Assista>>

Reforma da Previdência no governo Temer: não seria o fim das aposentadorias? Assista>>

Palestra: Ética e felicidade para uma vida boa - argumentos filosóficos - Professoes da rede municipal de educação - Cachoeira do Sul - RS (março 2017) assista>>

Aula Inaugural Pós em Ensino de Sociologia: "Ética na Pós-modernidade" (Parte I) assista>>

Aula Inaugural Pós em Ensino de Sociologia: "Ética na Pós-modernidade" (Parte II) assista>>

Palestra Ética e felicidade nas relações humanizadoras - assistir>>

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O Impacto das redes sociais nas relações sociais e na política - Revista Stampa (Parte I) e (Parte II)

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Análise das eleições 2016 - O Brasil que sai das urnas por Dejalma Cremonese

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